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Saúde discute atendimento às mulheres vítimas de violência

Objetivo é propor mais ações que viabilizem o registro das ocorrências, tanto na Justiça quanto na saúde, com atendimento mais rápido e acolhedor.

01/10/2019 09h38
Por: Redação
Fonte: AEN
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A secretaria estadual da Saúde quer ampliar as ações e melhorar a acolhida das vítimas,
A secretaria estadual da Saúde quer ampliar as ações e melhorar a acolhida das vítimas,

Novos procedimentos em relação ao atendimento à mulher vítima de violência foram discutidos em uma reunião realizada na Secretaria de Estado de Saúde, nesta segunda-feira (30), em Curitiba. O secretário da pasta, Beto Preto, recebeu representantes da Justiça, do Legislativo, do Instituto Médico Legal e do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher.

De acordo com Beto Preto, nas próximas semanas o grupo terá um novo encontro para elaborar documentos e propor ainda mais ações que viabilizem o registro das ocorrências, tanto na Justiça quanto na saúde, com atendimentos de forma mais prática e acolhedora para as vítimas.

“As mulheres vítimas de violência sexual precisam receber o tratamento adequado e de preferência já no primeiro contato com alguém da saúde. Embora tenhamos êxito nos programas de cuidado às vítimas de violência, seja ela sexual ou doméstica, sempre queremos melhorar os serviços”, afirma o secretário

Ele acrescentou que o Paraná já se destaca nacionalmente na atenção integral à saúde da pessoa em situação de violência sexual. São 28 hospitais de referência para atendimento às vítimas distribuídos nas 22 Regionais de Saúde – eles funcionam 24 horas todos os dias da semana.

As vítimas são atendidas por equipes multidisciplinares compostas por médico, enfermeiro, técnico em enfermagem, psicólogo, assistente social e farmacêutico. Cada paciente passa por acolhimento, atendimento, notificação e seguimento na rede de atenção à saúde e de proteção social.

A secretaria estadual da Saúde quer ampliar as ações e melhorar a acolhida das vítimas, tornando mais eficiente o processo de notificação da violência tanto na área da saúde quanto na Justiça. “Nosso compromisso é fazer um trabalho sistêmico para todo o Paraná, para todas as regiões. Por isso queremos reforçar os treinamentos e capacitações das equipes na coleta de vestígios e sequência dos procedimentos seja agravo ou atendimento de saúde”, explicou Beto Preto.

PRESENÇAS – Participaram do encontro a desembargadora Lenice Bodstein; a delegada da Polícia Civil Marcia Rejane; as deputadas estaduais Cantora Mara Lima, Cristina Silvestri, Luciana Rafagnin e Mabel Canto; a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Maria Isabel Correa; o diretor-geral do IML, Aldo Pesarini, o diretor administrativo do instituto, Alexandre Mikos; e o diretor administrativo da Polícia Científica, Moisés Nunes.

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